Meu Primeiro Amor Terminou com um Dente a Menos (literalmente)
Muita gente que encontra o primeiro amor geralmente tem histórias bonitas para contar, no meu caso não foi tão bem assim, o importante é que a gente ri e se diverte, mas um bom tempo depois, porque por momento bem longo nem queremos tocar no assunto.
Está história começa no tempo de escola, uma garota nova chegou no pedaço e eu logo me agradei dela, tinha um cabelo da cor de milho verde, o cabelo era amarelo, bom você entendeu.
Meus amigos perceberam meu olhar 43 direcionado para aqueles olhos azuis da cor de céu, e me perguntaram se eu tinha coragem de chegar nela, ou seja, queriam que eu fosse dar uma cantada.
Na verdade eu sempre fui um cara muito tímido, porém só com as mulheres, eu sempre troco as palavras, gaguejo, é um desastre total, mas eu estava tão interessado que quis ao menos garantir que a dama seria minha, dei aquela ajustada basica no cabelo e fui de encontro a ela, ao chegar fingi que estava vendo as horas no relógio que ficava bem por trás da cadeira dela, ela então deu um sorriso que fez meu coração disparar, perguntou meu nome, eu não acreditei, esqueci meu próprio nome e falei que era alguma coisa com L, ela riu, um dos meus amigos soprou pra mim e então eu falei: é Lucas.
Passou-se uma semana e eu não tive mais coragem, os amigos zombavam de mim e ameaçavam tentar com ela caso eu não fosse, belos amigos não acha?
Aconteceu que um dia eu a encontrei no mercado, ela estava com sua mãe e me interrogou sobre eu ter parado de falar com ela, meio sem jeito, eu disse que estava ocupado, ela riu um pouco e falou que eu era engraçado, me chamou para ir ao shopping no domingo, só eu ela, eu então perguntei se era um encontro, caso não fosse não tinha problema, novamente riu e concordou que poderia sim ser um encontro.
Com o tempo, começamos a sair mais vezes e eu já estava mais acostumado com ela, então perguntei sobre o que nós éramos um para o outro, ela então me beijou na bochecha e disse o que você acha namorado? Entendi, aqui não tinha sombra de dúvidas, eu estava namorando, pensei logo como seria, teria que falar para minha mãe e talvez levasse uma surra.
Chegando em casa, chamei minha mãe para a sala, mandei ela sentar e perguntei se queria água, minha mãe meio desconfiada aceitou, então trouxe a água dela, até coloquei um pouco de açúcar, ouvi dizer que ajuda a acalmar, então disse: mãe, quando um homem e uma mulher …, ela me interrompeu levantou e disse que ela não estava preparada pra essa conversa, eu logo disse mas não é sobre isso, sobre o quê? - ela interrogou, aquilo - eu falei, ela perguntou: aquilo o quê?, eu já muito nervoso escondi a cabeça embaixo dos braços e gritei: “estou namorando!”, minha mãe começou a rir estericamente, eu sem entender perguntei: vou apanhar?, ela me abraçou e disse que era a melhor notícia, bom fiquei aliviado e percebi que o pior já tinha passado, mas na verdade não. No dia seguinte a minha namorada me convidou para conhecer seus pais.
No dia seguinte eu mal havia pregado o olho, pensando em como seria, será que ela tem um pai pistoleiro e vai me entrevistar com uma espingarda apontada para mim? Ou talvez fosse polícial e me colocasse uma tornozeleira eletrônica para me rastrear todo instante e toda hora, o sol nasceu e eu me levantei, eu iria tomar café na casa dela, caramba, geralmente os encontros são almoço ou jantar, tinha que ser café da manhã, logo quando eu estou mais fedorento, tomei um banho gelado, pois não temos costume de tomar banho muito cedo aqui em casa, eu não tinha um tênis que prestasse para a ocasião então peguei minha havaianas pirata mesmo, tomei banho com ela, então meu pai foi me levar no endereço.
Chegando lá, meu pai foi pro trabalho e eu fiquei tocando a campainha feito um tonto porque do outro lado tinha um cachorro me encarando, que bom ela mesma abriu e estava linda demais, um vestido rosa e uma bandana no cabelo cheia de bolinhas, me pegou pelo braço e levou para dentro, o pai dela estava sentado no sofá e eu me aproximei dele, só não contava com o barulho que a chinela fazia, eu tinha me esquecido essa chinela faz um barulho igualzinho a uma emissão repentina de gases, eu fiquei sem saber onde enfiar a cara, o pai dela foi muito simpático e não permitiu que o seu riso tomasse proporções exageradas, mas me pediu pra sentar enquanto saiu de fininho, acredito que para rir com mais privacidade, grande homem.
Eu me sentei e a minha namorada sentou no meu colo, eu dei um pulo que a derrubou no chão, que é isso? Perguntei abismado, ela levantou-se e me empurrou, seu tonto!!! Gritou bem alto, eu logo tampei a boca dela com a mão, ela me mordeu, o pai dela chegou e perguntou: o que está acontecendo aí? Antes que ela falasse lasquei um beijo na boca dela, porém como eu nunca havia beijado ninguém a não ser um ursinho de pelúcia que eu treinava, vi neste dia que o treino não tinha dado muito resultado, porque meu dente bateu com força na boca dela que lhe arrancou um dente logo da frente, eu logo disparei na carreira um dos chinelos saiu do pé e ficou na casa dela, o outro escapou na rua quando o cachorro que me encarava no momento da chegada resolveu competir comigo porém me incentivando a correr mais, eu consegui chegar em casa segurando o coração que quase saia do peito.
Eu fingi que estava doente para não ir pra escola, após umas duas semanas resolvi aparecer, para minha surpresa a minha ex-namorada me esbarrou na entrada e disse que o pai dela gostou de mim mas que não queria que namorassemos mais, eu fiquei muito curioso e perguntei porque ele gostou de mim, ela respondeu que ele falou que nunca riu tanto na vida dele ainda mais por um namorado meu, se você quiser pode ir buscar o chinelo lá em casa. Caramba eu pensei comigo mesmo nunca mais pisar lá, eu acredito que esta história não tem uma moral pra deixar para vocês, só o que posso recomendar é que quando for conhecer os pais da sua namorada, use um bom tênis.

Comentários
Postar um comentário